Estamos de volta! Após um longo período dedicado à campanha eleitoral, retornaremos as nossas postagens. E, hoje, um assunto que já cansou, mas tenho que dar a minha opinião: o desfecho do seqüestro de Eloá, em Santo André.
Para começar, todo o seqüestro foi um verdadeiro Big Brother. Todas as televisões queriam dar mais do que uma "espiadinha". Lindembergues estava se tornando famoso. Seria o "líder da semana", com direito a quarto isolado, banheiro privativo e tudo o que um verdadeiro Big Brother teria direito.
Nayara Silva, amiga de Eloá, foi beneficiada pelo "colar do anjo". Pode dar uma voltinha com a família, todavia, como quem mandava no "programa" não era o Boninho, ela teve que retornar a mando do personagem principal.
Já havia se passado 100 horas. Todos exaustos: polícia, reféns, repórteres, sequestradas e sequestrador. Os telespectadores, infelizmente, não!
O desfecho já era esperado. Mais uma vida perdida. De uma inocente. Muitos dizem agora: por que a polícia não atirou? Outros dizem: por que não negociaram mais?
Querem arranjar um culpado. Sempre a polícia, é claro. Dá indenização, é mais prático. Ao invés de encarar a realidade brasileira, as questões psíquicas e a formação da pessoa.
Por ser tão peculiar o delito de homicídio, é que o próprio legislador transferiu a responsabilidade do julgamento à sociedade. Ela quem deve analizar os medos, as circunstâncias, os motivos, enfim, o fato em si, em todas as suas facetas.
O Big Brother terminou de forma trágica. Eloá se foi. E a sociedade, infelizmente, é quem mais perdeu com tudo isso!
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
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